segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Entrevista - Sergio Henrique (Affecting Minds)


Hoje, damos inicio nas entrevistas do nosso blog "A Cena Nunca Morre", e pra começar o pé direito vamos para uma breve entrevista com Sergio Henrique Reis, guitarrista da banda Affecting Minds e antigo vocalista da mesma:

1 - Em que ano surgiu a banda? Qual foi a ideia de partida para a formação da Affecting Minds?
Cara, a banda surgiu em 2012, eu ja estou envolvido com banda a uns 5 ou 6 anos, na época, eu e o primeiro Baterista da formação (Porks) estávamos sem banda, já tínhamos 
tocado juntos em outros projetos e tivemos a ideia de fazer um som juntos denovo, dessa vez com mais planejamento, e com mais responsa.

2 - Qual foi o primeiro lançamento de vocês? Como o publico correspondeu?
Lançamos em Junho de 2013 um single, a música "Vencer", que está no nosso primeiro EP "Privacidade Intelectual".
A aceitação foi animal, acho que mais do que a gente esperava, fizemos alguns shows antes do lançamento (uns 2 se não me engano), e foi uma puta vibe, a gente sentiu que 
estávamos indo no caminho certo, não só pela aceitação, mas pela identificação que muitas pessoas tiveram nas letras e tudo mais, foi bem positivo.

3 - Como vocês compõem as suas musicas?
Não temos um padrão, na verdade, as vezes rola de um chegar com uma letra, e a gente trampar com o instrumental em cima, ou então alguém chega com uma base e escrevemos a letra no ensaio, ou alguém escreve em casa depois, varia bastante, as vezes pensamos se vai ser um som agressivo, ou um som mais tranquilo, isso depende do humor de cada um, da situação, da base, depende muito.

4 - Recentemente houve uma troca de um integrante, como foi pra arranjar outro baterista?
Baterista é um problema hahaha, existem poucos, e normalmente ja estão com banda, mas a gente achou o Kurt, que ja era nosso brother, tocamos muitas vezes juntos, nos 
trombavamos em show, então rolou super bem.

5 - O que você tem pra dizer sobre os fãs que vocês conquistam a cada show? Você acha que cola mais pessoal desconhecido do que amigos?
Eu acho que é isso que vale a pena, todos nós sabemos que quem mete as caras nesse negócio te banda, não ta pensando em grana, costumo dizer que é como aquele cara que joga um futebol em um time de amigos, ele investe, compra camisa do time, faz tudo, mas não pela grana, e sim pelo amor, pelo prazer de fazer, e ver a galera falando com a gente 
no final do show, falando o quanto mudamos a vida dele, que ele escuta o som todo dia, ou que vai escutar, isso faz tudo valer a pena, sempre colam alguns amigos, mas acho 
que predomina uma galera nova, o que é muito bom, a gente troca ideia, conhece novas pessoas, novos picos, tudo isso é o que faz o corre valer a pena.

6 - Pelo cenário musical brasileiro ser pequeno para o Hardcore, vocês pretendem viver de musica algum dia? Caso precisassem mudar o estilo, continuariam a tocar?
Hmmm... isso não esta em nossos planos, acho que na verdade, isso acaba sendo uma consequência de um trabalho bem feito, acho que é aquele velho ditado, "Se for fazer, faça 
bem feito", derrepente as coisas podem mudar de rumo, mas acho que isso é meio que um ciclo natural.
Sobre mudar de estilo, a gente tem nossas ideias, nossos ideais, não levamos a musica como profissão, estamos mais preocupados em passar a mensagem, como eu disse, eu acho que tem que ser tudo fruto de um trabalho bem feito.

7 - Quais os planos para 2016? E o que você tem a dizer do ano de 2015?
A gente pretende lançar nosso novo CD no ano que vem, estamos acertando os últimos detalhes, acho que não vai demorar muito, mas vai ser ano que vem haha.
O ano de 2015 foi um ano de renovações, muitas coisas mudaram, trampamos quase o ano inteiro no novo álbum, e agora vamos pras etapas finais.

8 - Você pode dizer alguma coisa para a pessoa que pretende seguir o ramo musical, em especial no Hardcore?
O que eu tenho a dizer é, não faça simplesmente por fazer, não seja passivo, organize shows, escute as letras, absorva as mensagens, não espere nada de ninguém, se nós não fizermos a engrenagem girar, ninguém vai fazer, acho que é a velha ideia do D.I.Y, o que eu mais admiro é aquele role que todo mundo assiste todo mundo, as bandas interagem entre si, o publico interage com as bandas, acho que é bem isso, não tem ninguém melhor do que ninguém, um respeita o outro, geral se diverte, e no final sai todo mundo feliz.

9 - Como que anda a agenda de vocês? Pretendem tirar umas férias para começar o ano de 2016?
Cara, como eu disse antes, acho que a gente ta bem focado no CD mesmo, e estamos a milhão no corre, não podemos nos dar ao luxo de férias hahaha, talvez depois do lançamento, de alguns shows, ai podemos dar uma relaxada (breve, hahahaha).

10 - Como que foi deixar o vocal, assumir somente a guitarra e passar o vocal para outra pessoa? Como tem sido?
Foi algo que a gente jã pretendia a um tempo, eu meio que entrei no vocal, para quebrar um galho, é tão difícil achar vocalista quanto é achar baterista, haha, achamos o Rafa, já somos amigos há algum tempo, e rolou muito bem, as ideias se encaixaram, e acredito que somou muito nessa nova fase.

Agradeço demais o convite e parabéns pela iniciativa, tem que ter cada vez mais disso, blogs, zines, coletivos e etc.

Muito Obrigado.

EP Privacidade Intelectual

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