Hoje, damos inicio nas entrevistas do nosso blog "A Cena Nunca Morre", e pra começar o pé direito vamos para uma breve entrevista com Sergio Henrique Reis, guitarrista da banda Affecting Minds e antigo vocalista da mesma:
1 - Em
que ano surgiu a banda? Qual foi a ideia de partida para a formação da
Affecting Minds?
Cara, a
banda surgiu em 2012, eu ja estou envolvido com banda a uns 5 ou 6 anos, na
época, eu e o primeiro Baterista da formação (Porks) estávamos sem banda, já
tínhamos
tocado
juntos em outros projetos e tivemos a ideia de fazer um som juntos denovo,
dessa vez com mais planejamento, e com mais responsa.
2 - Qual
foi o primeiro lançamento de vocês? Como o publico correspondeu?
Lançamos
em Junho de 2013 um single, a música "Vencer", que está no nosso
primeiro EP "Privacidade Intelectual".
A
aceitação foi animal, acho que mais do que a gente esperava, fizemos alguns
shows antes do lançamento (uns 2 se não me engano), e foi uma puta vibe, a
gente sentiu que
estávamos indo
no caminho certo, não só pela aceitação, mas pela identificação que muitas
pessoas tiveram nas letras e tudo mais, foi bem positivo.
3 - Como
vocês compõem as suas musicas?
Não temos
um padrão, na verdade, as vezes rola de um chegar com uma letra, e a gente
trampar com o instrumental em cima, ou então alguém chega com uma base e
escrevemos a letra no
ensaio, ou alguém escreve em casa depois, varia bastante, as vezes pensamos se
vai ser um som agressivo, ou um som mais tranquilo, isso depende do humor de
cada um, da
situação, da base, depende muito.
4 -
Recentemente houve uma troca de um integrante, como foi pra arranjar outro
baterista?
Baterista
é um problema hahaha, existem poucos, e normalmente ja estão com banda, mas a
gente achou o Kurt, que ja era nosso brother, tocamos muitas vezes juntos,
nos
trombavamos
em show, então rolou super bem.
5 - O que
você tem pra dizer sobre os fãs que vocês conquistam a cada show? Você acha que
cola mais pessoal desconhecido do que amigos?
Eu acho
que é isso que vale a pena, todos nós sabemos que quem mete as caras nesse
negócio te banda, não ta pensando em grana, costumo dizer que é como aquele
cara que joga um
futebol em um time de amigos, ele investe, compra camisa do time, faz tudo, mas
não pela grana, e sim pelo amor, pelo prazer de fazer, e ver a galera falando
com a gente
no final
do show, falando o quanto mudamos a vida dele, que ele escuta o som todo dia,
ou que vai escutar, isso faz tudo valer a pena, sempre colam alguns amigos, mas
acho
que
predomina uma galera nova, o que é muito bom, a gente troca ideia, conhece
novas pessoas, novos picos, tudo isso é o que faz o corre valer a pena.
6 - Pelo
cenário musical brasileiro ser pequeno para o Hardcore, vocês pretendem viver
de musica algum dia? Caso precisassem mudar o estilo, continuariam a tocar?
Hmmm...
isso não esta em nossos planos, acho que na verdade, isso acaba sendo uma
consequência de um trabalho bem feito, acho que é aquele velho ditado, "Se
for fazer, faça
bem
feito", derrepente as coisas podem mudar de rumo, mas acho que isso é meio
que um ciclo natural.
Sobre
mudar de estilo, a gente tem nossas ideias, nossos ideais, não levamos a musica
como profissão, estamos mais preocupados em passar a mensagem, como eu disse,
eu acho que tem que ser tudo fruto de um trabalho bem feito.
7 - Quais
os planos para 2016? E o que você tem a dizer do ano de 2015?
A gente
pretende lançar nosso novo CD no ano que vem, estamos acertando os últimos
detalhes, acho que não vai demorar muito, mas vai ser ano que vem haha.
O ano de
2015 foi um ano de renovações, muitas coisas mudaram, trampamos quase o ano
inteiro no novo álbum, e agora vamos pras etapas finais.
8 - Você
pode dizer alguma coisa para a pessoa que pretende seguir o ramo musical, em
especial no Hardcore?
O que eu
tenho a dizer é, não faça simplesmente por fazer, não seja passivo, organize
shows, escute as letras, absorva as mensagens, não espere nada de ninguém, se
nós não fizermos a engrenagem girar, ninguém vai fazer, acho que é a velha
ideia do D.I.Y, o que eu mais admiro é aquele role que todo mundo assiste todo
mundo, as bandas interagem entre si, o publico interage com as bandas, acho que
é bem isso, não tem ninguém melhor do que ninguém, um respeita o outro, geral
se diverte, e no final sai todo mundo feliz.
9 - Como
que anda a agenda de vocês? Pretendem tirar umas férias para começar o ano de
2016?
Cara,
como eu disse antes, acho que a gente ta bem focado no CD mesmo, e estamos a
milhão no corre, não podemos nos dar ao luxo de férias hahaha, talvez depois do
lançamento, de alguns shows, ai podemos dar uma relaxada (breve, hahahaha).
10 - Como
que foi deixar o vocal, assumir somente a guitarra e passar o vocal para outra
pessoa? Como tem sido?
Foi algo
que a gente jã pretendia a um tempo, eu meio que entrei no vocal, para quebrar
um galho, é tão difícil achar vocalista quanto é achar baterista, haha, achamos
o Rafa, já somos amigos há algum tempo, e rolou muito bem, as ideias se
encaixaram, e acredito que somou muito nessa nova fase.
Agradeço
demais o convite e parabéns pela iniciativa, tem que ter cada vez mais disso,
blogs, zines, coletivos e etc.
Muito
Obrigado.
EP Privacidade Intelectual

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